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Impacto da pandemia no desemprego

21.08.2020
Impacto da pandemia no desemprego

O Coronavírus foi declarado pandemia pela Organização Mundial de Saúde a 11 de Março e, desde então, registam-se muitas alterações ao panorama dito normal da sociedade, com implicações em diversas vertentes.


Começando pelo sector da saúde, passando pelo sector do turismo, exportações, retalho, entre tantos outros, são muitos os efeitos mais ou menos imediatos desta pandemia que veio modificar o quotidiano das empresas, pessoas e famílias. 


A economia foi, sem dúvida, muito afetada e isso reflete-se também na taxa de desemprego por todo o mundo. Os números começam a surgir e mostram uma realidade semelhante a outras crises do passado. 


No final do mês de Abril, havia, em Portugal, mais 76.761 pessoas desempregadas comparando os dados com o mês de Fevereiro. O aumento da taxa de desemprego entre Março e Abril foi de 14,1%. Se compararmos o mês de Abril com o período homólogo de 2019, o aumento foi de 22,1% - mais 71.083 desempregados que no ano anterior, segundo o IEFP. Os números de Maio mostram continuidade nesta tendência: o número de desempregados subiu para 408.934, mais 103.763 pessoas que no mesmo mês do ano anterior. E, de acordo com os últimos dados do IEFP, no final do mês de Julho havia 407.302 desempregados, um acréscimo de 37% face ao mesmo mês do ano passado.


A zona mais afectada do país é o Algarve, onde se registou um aumento de 216,1% de desempregados no final de Julho face a igual período do ano passado. Este dado está diretamente relacionado com o facto do sector do turismo ter sido particularmente impactado pela pandemia. 


Segundo o Programa de Estabilização Económica e Social, aprovado no início de Junho, o Governo prevê uma taxa de desemprego este ano de 9,6% e de 8,7% em 2021.


Mas esta não é uma realidade única de Portugal. No Brasil, a taxa de desemprego está em 13,3%, a mais alta dos últimos três anos, atingindo 12,8 milhões de pessoas. Foram 8,9 milhões de pessoas que perderam o emprego no 2º trimestre de 2020. Nos Estados Unidos, mais de 45,7 milhões de norte-americanos já pediram o subsídio de desemprego desde o início da pandemia.


A Organização Internacional do Trabalho realça, no relatório preliminar de avaliação "COVID-19 and world of work: Impacts and responses", que é necessária a tomada de medidas urgentes focadas em: proteção dos trabalhadores nos locais de trabalho, estimulação da economia e oferta de trabalho, e apoio ao emprego e rendimentos. 


Ainda que sendo difícil apurar os efeitos exatos da crise a longo prazo, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê, para Portugal, uma queda de 8% no PIB. O atual cenário de incerteza depende, também, da existência de uma segunda vaga e da intensidade da mesma, podendo conduzir novamente à paragem da economia. Resta-nos, enquanto cidadãos, manter as medidas de segurança relativas ao distanciamento e outros cuidados, sendo assim agentes ativos do combate à pandemia. 



A pandemia, que veio aumentar os níveis de protecção das pessoas, sobretudo no que diz respeito à previdência -  destacando a saúde e a poupança -, impactou também muito diretamente as empresas. De acordo com o estudo realizado pela MDS, 56,5% das empresas portuguesas estimam um corte ou suspensão total do investimento nos próximos 12 meses. A análise do MDS Research - Situação Económica em Portugal expõe as principais preocupações, riscos e expectativas identificados pelos gestores em tempos de crise.

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